quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"TÁ DOMINADO, TÁ TUDO DOMINADO"


Deu no jornal O Globo


Sarney comanda desobediência a ordem do Supremo
Supremo manda afastar senador cassado, mas Sarney comanda sessão de desagravo ao tucano Expedito Junior.


Lula nomeia para TRE-MA advogado ligado aos Sarney
O presidente da Fundação José Sarney, o advogado José Carlos Sousa e Silva, foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Sousa e Silva é também advogado do Sistema Mirante de Comunicação, empresa que reúne rádios, TVs e jornal de propriedade da família Sarney.
Sousa e Silva foi escolhido a partir de lista sêxtupla feita pela Ordem dos Advogados do Brasil e enviada ao Tribunal de Justiça do estado, que escolhe três nomes e os envia ao presidente da República para a escolha final. A nomeação foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
Sousa e Silva concorreu à vaga com os advogados Guilherme Zagalo e Magno Morais, ambos com militância na área de direitos humanos. Morais foi secretário-adjunto da Secretaria de Justiça e Cidadania no governo José Reinaldo Tavares, enquanto Zagalo é o atual vice-presidente da OAB-MA.
Até quando?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Parabéns Academia


Não encontrei palavra melhor que parabéns, para felicitar o 7ª Salimp, pois, segundo o dicionário da Academia Brasileira de Letras, parabéns é " cumprimento dirigido a alguém que está comemorando uma data ou um acontecimento feliz". O 7º Salimp não é só um acontecimento feliz, é uma data a ser lembrada no futuro como a entrada de Imperatriz no circuito cultural nacional.

A confirmação da importância desse evento é facilmente comprovada com o uso dos sites de busca na internet.

Parabéns pela estrutura, pelo sortimento de títulos, editoras e livrarias, pelas atividades como palestras de autores locais e nacionais.

Quero agradecer a alguns expositores como o Luz do Saber, Planeta Terra Livraria, Athenas, Top Livros, a nossa (se me permite o Adalberto) Ética e outros que trouxeram o que há de melhor em títulos, preços e atendimento. Participantes assim engrandecem o evento e estimulam novos leitores.

Quero registrar também, infelizmente, o péssimo atendimento pelo proprietário da Editora Centauro que não só atende muito mal como também, segundo ele, "to nem ai para a sua opinião" e "pode falar pra quem quizer". Para o pseudo empresário - Também não estou nem ai para a sua opinião e pode falar pra quem quizer.

Deixando esse probleminha de lado, parabéns Academia Imperatrizense de Letras, parabéns Agostinho Noleto, parabéns Imperatriz.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ah! Se fosse antes...


O governo "autorizou" o Banco do Brasil a aumentar a participação estrangeira de 12,5% para 20,0% do capital. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da instituição, Marco Geovanne Tobias da Silva. "Você faz o BB ficar mais apetitoso para o investidor estrangeiro".

Ora vejamos:

-Se quem tivesse "autorizado" o aumento fosse qualquer outro governo, anterior ao do sr. Luís Inácio, fatalmente seria chamado de entreguista, seria acusado de estar privatizando o banco do povo brasileiro.
Aliás durante a última campanha eleitoral essa acusação foi feita ao opositor pelo sr. Luís Inácio, "se eles ganha (sic) a eleição, vão privatiza (sic) a Petrobrás e o Banco do Brasil.

-Quem conhece o modus operandi do atual governo sabe que ele não autoriza, manda. Portanto o aumento não foi autorizado, foi mandando.

- Se a participação real atual, segundo o próprio BB é de 11%, portanto, abaixo do limite, por que aumentar? Ai vem coisa. Será que tem "empresário" com dinheiro fora, correndo risco, precisando trazer para esquentar em lugar seguro?

- Se o governo vive dizendo que "nunca antes na história desse país" o Brasil foi tão bom para investimentos estrangeiros, porque desviar dinheiro que teoricamente viria para capital fixo para capital financeiro? Lembrem-se que há um ano, quando a crise estourou, o investidor estrangeiro levou embora R$ 24,629 bilhões do mercado acionário brasileiro para cobrir perdas no exterior.

-Lembrem-se também que é política do BB voltar a ser o maior banco do brasil, inclusive com aquisições de outros bancos, assim sendo, 20% do maior banco poderá estar na mão de estrangeiros.

Veremos o que vem por aí.

domingo, 6 de setembro de 2009

Resposta a Raimundo Nonato e a Anônimo




Como é bela a democracia, pois, possibilita que todos possam expressar suas opiniões e conceitos. E aqui, diferente do Blog do Planalto, não é obrigatório se identificar.
Sir Ney pode ser um orgulho para aqueles que se espelham nele, assim como Fernandinho é um orgulho para alguns moradores da Beira-Mar. Político aguerrido ou agarrado? Agarrado a cadeira da presidência do senado, fazendo com que um dos poderes constitucionais seja ainda mais desmoralizado. Sir Ney grande escritor? Você leu a obra Marimbondos de Fogo? Aposto que não. E quanto a ser conhecido internacionalmente, as últimas notícias publicadas no The Economist falam algo sobre dinossauro da política e semi-feudalismo.
Não gosto do governo do governo do Sr. Luis Inácio e do Sir Ney na presidência do senado, tenho direito legal e constitucional de discordar. Apesar das tentativas do Sr. Luís Inácio em querer tratar o país como trata o PT e seus "companheiros", ainda estamos numa democracia e ele não pode nos obrigar a revogar o irrevogável.
Tenham certeza que estarei em todos os momentos da próxima campanha eleitoral, contra o substituto escolhido pelo Sr. Luís Inácio, seja ele a Dil-má ou qualquer outro, independente do sexo e da região de origem.
Estou até propenso a trabalhar, se ela nos der a honra da sua candidatura, para a senadora Marina Silva, que é mulher, negra, pobre e nortista.
Ela assim como o Sr. Luís Inácio tem origem humilde, mas não se deixou picar pela mosca azul. Ela assim como a ministra Dil-má é mulher, mas ao contrário da ministra consegue ser forte sem ser grosseira, sua força vem da sua doçura.
Podemos até chamá-la de Obama de saias, pois se eleita, seria a primeira negra presidente do Brasil. Ela não precisar ficar inventando frases de efeito para falar sobre sustentabilidade, agenda verde, ou qualquer outro termo atual, pois, crescimento sustentável para ela não é política de palanque, mas sim forma de vida e luta.
Quanto ao meu currículo há um leve engano, não sou formado pela Fama ou pela Unisulma, sou graduado em Ciências Econômicas pela PUC-SP e pós-graduado em Didática pela Fama.
Tenho muito orgulho de lecionar tanto na Unisulma como na Fama, pois, são instituições sérias que tem sido frequentemente elogiadas pelas equipes do MEC quando de suas visitas regulares. Eles ficam surpresos de ver que mesmo no interior do estado mais pobre do país, (pobre graças a alguns políticos dinossauros que tratam o Maranhão como feudo) tem gente preocupada e lutando para oferecer instrução de qualidade.
Das duas faculdades tem saído gente que se preocupa realmente com seu bairro, sua cidade, seu país e com o mundo, pois, lá eles não recebem somente conhecimento técnico, mas adquirem uma nova visão de mundo e é neles que depositamos a esperança de um Maranhão melhor, de um estado que aos poucos, apesar das ingerências de Lulas e Sarneys, deixará de ser um feudo. E é nesse novo estado que todos nos teremos orgulho de viver.
Venham vocês também estudar na Fama, na Unisulma ou em qualquer outra faculdade da cidade, pois, como disse Monteiro Lobato “um país se faz com homens e livros”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Foto fatal


Já não basta o presente? Tem que ser o futuro?

Para esses vírus não tem tamiflu, tamofu.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Volta da censura



Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney
Gravações em áudio proibidas revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa
Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O desembargador Dácio Vieira,(à esquerda na foto acima) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - que está no centro de uma crise política no Congresso.


O pedido de Fernando Sarney chegou ao desembargador na quinta-feira, no fim do dia. E pela manhã desta Sexta-feira a liminar havia sido concedida pelo magistrado. O juiz determinou que o Estado não publique mais informações sobre a investigação que a Polícia Federal faz sobre o caso.
Se houver descumprimento da decisão, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil - por "cada ato de violação do presente comando judicial", isto é, para cada reportagem publicada.

Multa

O pedido inicial de Fernando Sarney era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil em caso de descumprimento da decisão judicial.

O advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Afonso Ferreira, avisou que vai recorrer da liminar. "Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público", observou Manuel Alceu. "O jornal tomará as medidas cabíveis."
O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que a medida não mudará a conduta do jornal. "O Estado não se intimidará, como nunca em sua história se intimidou. Respeita os parâmetros da lei, mas utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade", disse Gandour.

Os advogados do empresário afirmam que o Estado praticou crime ao publicar trechos das conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial e alegaram que a divulgação de dados das investigações fere a honra da família Sarney.

‘Diálogos íntimos’

Os advogados que assinam a ação - Marcelo Leal de Lima Oliveira, Benedito Cerezzo Pereira Filho, Janaína Castro de Carvalho Kalume e Eduardo Ferrão - argumentam que uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis. Sustentam também que, a partir daí, em se tratando de família da mais alta notoriedade, nem é preciso muito esforço para entender que os demais meios de comunicação deram especial atenção ao assunto, leiloando a honra, a intimidade, a privacidade, enfim, aviltando o direito de personalidade de toda a família Sarney.

Portal

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos. A decisão do desembargador Dácio Vieira faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação.